Mostrando postagens com marcador Igreja. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Igreja. Mostrar todas as postagens

domingo, 15 de março de 2009

Igreja excomunga envolvidos em aborto de menina de nove anos

Por: Thaís Sousa (Brasil)
O arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho excomungou no dia 4 deste mês a mãe e toda a equipe médica que realizou um aborto legal em uma menina de nove anos. A alegação foi de que, de acordo com a Igreja Católica, o aborto é um crime contra a vida e, portanto, contra as leis de Deus.

O aborto foi realizado dias após a mãe da menina descobrir a gravidez. A menor havia sido violentada pelo padrasto, de 23 anos, e estava grávida de gêmeos. Pela idade e biótipo da criança, os médicos esclareceram que a gestação era de alto risco e poderia representar risco de morte, além de sequelas como esterilidade.

“Há duas indicações legais no aborto previsto em lei, que é o estupro e o risco de vida. Ela está incluída nos dois e, como médico, a gente não pode deixar que uma menina de nove anos seja submetida a sofrimento e até a pagar com a própria vida”, afirma o médico Olímpio Moraes, um dos médicos da equipe que atendeu a menina.

Entretanto, a Igreja Católica passou a se opor firmemente à decisão da equipe médica. Apesar das alegações de que a menina poderia não suportar os riscos de levar a gestação adiante, o arcebispo dom José Cardoso Sobrinho, membro da ala conservadora da Igreja, considerou o aborto um ato criminoso.

Ao saber que o aborto havia sido consumado, o sacerdote decidiu excomungar a mãe da menina e todos os envolvidos no procedimento. Para ele, somente Deus teria o direito de interromper uma vida humana.

“A lei de Deus está acima de qualquer lei humana. Então, quando uma lei humana, quer dizer, uma lei promulgada pelos legisladores humanos, é contrária à lei de Deus, essa lei humana não tem nenhum valor”, enfatiza o clérigo.

A menina em questão não foi excomungada. De acordo com dom José, por ser uma criança, não teve responsabilidade nos fatos. O padrasto, acusado de ter violentado a menina durante três anos, também não sofreu a pena eclesiástica. O motivo seria o tipo de crime. Isto porque, para a Igreja Católica, um crime contra a vida é maior que o estupro.


SAIBA MAIS:

- Vaticano diz que aborto no Recife não justificou excomunhão
- Médico que fez aborto em menina já havia sido excomungado
- Padrasto de menina de nove anos violentada em PE tenta se matar na prisão

ENQUETE:

A Igreja Católica é radicalmente contra o aborto em qualquer caso. Você acha que ela vai manter esse posicionamento por muito tempo?

Sim. Ela considera aborto um crime e a doutrina não vai mudar.
Não. A sociedade está mudando e a Igreja já apresenta sinais de modernização.


FÓRUM:

Decisões arbitrárias da Igreja Católica afastam os fiéis das igrejas?

sábado, 14 de março de 2009

Aborto causa polêmica em Recife

Por: Alex Nogueira ( Brasil)
Em mais um capitulo de um assunto cheio de polêmica, o Arcebispo de Olinda e Recife excomungou parentes e médicos, na ùltima quarta-feira que realizaram aborto em uma menina de 9 anos, grávida de gemios. Para dom José Cardoso Sobrinho a lei deus esta acima de qualquer lei humana, além disso para ele o aborto e um crime contra vida.
A menina foi levada ao hospital pela mãe na última terca-feira onde começou a receber medicamentos para interromper a gravidez. Segundo os médicos a gestação foi interrompida com sucesso no fim de manhã de quarta.
Para a equipe medica se o aborto não fosse realizado poderia ter conseqüências terríves para a criança e até mesmo levá-la a morte. E foi isso que pesou na decisão dos médicos que preferiram seguir as leis dos homens.
-Há duas indicações legais no abortamento previsto em lei, que é o estupro e o risco de vida. Ela está incluída nos dois e, como médico, a gente não pode deixar que uma menina de 9 anos seja submetida a sofrimento e até pagar com a própria vida - rebate o médico.
Assim que ficou sabendo do aborto o arcebispo José Cardoso Sobrinho ficou indiguinado com a atitude tomada pelos médicos, pois segundo ele isso e um fato inacetável para a igreja, que considera que houve um crime.
-Para incorrer nessa penalidade eclesiástica, é preciso maioridade. A Igreja, então, é muito benévola, quer dizer, sobretudo, com as pessoas de menor. Agora os adultos, quem aprovou, quem realizou esse abordo, incorreu na excomunhão. A Igreja não costuma comunicar isso. Agora, a gente espera que essa pessoa, em momentos de reflexão, não espere a hora da morte para se arrepender – afirma.
Para a educadora do
SOS Corpo Carla Cristina, as pessoas não estão levando em consideração a vida da menina, e acabam tulmutuando por causa do assunto que está previsto em lei.

Saiba Mais:
CNBB diz que ninguém foi excomugado.
Luteranos manifestam apoio as pessoas que realizaram o aborto.
Lula se posiciona contra a Igreja.

Enquete:
Nesses casos você concorda que o aborto e uma medida legal?(Vote)
( )Sim. Pois o que interessa e a vida da criança, e já basta todo o sofrimento que ela já passou e vai passar.
( )Não. Pois o aborto é algo inaceitável , apesar da gravidez ter ocorrido em um crime de abuso sexual.

Forum: Como você reagiria se algo parecido ocorrece na sua familia.( Opine )

Arcebispo excomunga a mãe e os médicos da menina estuprada.

Por: Vitor e Rodrigo(Brasil)

Os médicos envolvidos e a mãe da menina de nove anos submetida ao aborto foram excomungados na quarta-feira passada pelo arcebispo dom Jose Cardoso Sobrinho, em Recife. O padrasto da menina confessou que a molestava desde os seis anos e mesmo assim não sofreu represálias da igreja.

Apos a excomungao, o arcebispo alegou que mediante às leis de Deus o aborto foi um crime, indo diretamente contra os médicos que se defenderam dizendo que a vida da menina era mais importante nesse caso.

-
Se a gravidez continuasse, o dano seria pior, podendo levar a uma gravidez de alto risco. O risco existiria até de morte ou de uma sequela definitiva de não poder mais engravidar - explica o médico Olímpio Moraes.

Alem do padrasto, a menina foi a única poupada pela igreja. Ela esta internada em uma maternidade de Recife, onde recebeu a medicação para abortar os gêmeos. O caso polemico repercutiu nas entidades de defesa à mulher que não concordaram com a ação do arcebispo.

- Há organizações que não levam em consideração a vida dessa menina em um momento como esse e fazem um enorme desserviço em criar uma polêmica em torno de um caso que está garantido por lei e que há uma decisão da responsável pela menor no sentido de encaminhar dessa forma como está sendo encaminhado - afirma a educadora do SOS Corpo Carla Batista.

Integrante de uma ala conservadora da igreja, dom Jose Cardoso Sobrinho ignorou a lei que defende o aborto quando ocorre estupro e coloca a vitima em risco de vida, dizendo que nenhuma lei do homem que ponha em xeque os dogmas da igreja pode sobrepujar as leis de Deus.

- A lei de Deus está acima de qualquer lei humana. Então, quando uma lei humana, quer dizer, uma lei promulgada pelos legisladores humanos, é contrária à lei de Deus, essa lei humana não tem nenhum valor - acredita.

A PUC de São Paulo também se manifestou sobre o caso através do teólogo e ex-professor João Batistiole.

- É uma posição dura, difícil de entender, uma posição institucional. A Igreja perde um pouco da credibilidade perante seus fieis - conclui.


Saiba Mais:

Igreja critica aborto feito por menina de 9 anos violentada em PE; veja repercussão internacional.

Médico diz que gravidez de menina de 9 anos foi interrompida.

Padrastos são principais suspeitos de abuso sexual, diz pesquisa.


Enquete:

Você acha que os médicos fizeram certo em submeter a menina ao aborto? Vote aqui.

( ) Sim. Eles estavam cumprindo seu dever como médicos.
( ) Não. Eles tinham que respeitar a posição da igreja.


Fórum:

Você acha certo o aborto previsto em lei? Opine aqui.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Arcebispo excomunga médicos e parentes de menina que fez aborto

Por Luciana Mangas (Brasil)

Na última quarta-feira, o arcebispo de Olinda, Dom José Cardoso Sobrinho excomungou a família, os médicos e outros envolvidos no caso do aborto legal feito por uma menina de 9 anos. A criança havia sido vítima de estupro e estava grávida de gêmeos, razão pela qual os médicos optaram pela interrupção da gravidez. O padrasto da menina confessou que a violentava desde os 6 anos e foi preso. Como justificativa de sua ação, o arcebispo afirmou que o aborto é crime e que as leis dos homens não está acima das leis de Deus.
A equipe médica da maternidade pública de Recife em que a criança está internada explicou que a decisão pelo aborto foi tomada por constituir grande risco à vitima.

- Se a gravidez continuasse, o dano seria pior, podendo levar a uma gravidez de alto risco. O risco existiria até de morte ou de uma seqüela definitiva de não poder mais engravidar - explica o médico Olímpio Moraes.
A decisão feita pelos médicos logo enfrentou oposição da Igreja, encabeçada por Dom José Cardoso Sobrinho, membro de uma ala conservadora. Os médicos julgaram a saúde da criança mais importante do que a crença religiosa. Na noite da terça-feira passada, a menina recebeu fortes doses de medicamentos para interromper a gestação e no fim da manha de quarta, o aborto se completou.

-
Há duas indicações legais no abortamento previsto em lei, que é o estupro e o risco de vida. Ela está incluída nos dois e, como médico, a gente não pode deixar que uma menina de 9 anos seja submetida a sofrimento e até pagar com a própria vida - explica o médico.

Ao ser informado que o aborto havia sido consumado, o arcebispo disse que a ação era um crime contra a doutrina católica e decidiu que todos os envolvidos no caso, com a exceção da criança, seriam excomungados da Igreja. Após o comunicado da excomunhão, entidades da defesa da mulher, do adolescente e da criança defenderam a posição da equipe medica.

- Há organizações que não levam em consideração a vida dessa menina em um momento como esse e fazem um enorme desserviço em criar uma polêmica em torno de um caso que está garantido por lei e que há uma decisão da responsável pela menor no sentido de encaminhar dessa forma como está sendo encaminhado - afirma a educadora do SOS Corpo Carla Batista.

Saiba mais:

Padrasto que violentou menina de 9 anos em PE não será excomungado pelo arcebispo de Recife
Infância violentada: Em hospital, meninas grávidas por estupro correspondem a 43% dos atendimentos
Menina estuprada pelo padrasto no RS está no sétimo mês de gestação
Lula diz que caso de menina de 9 anos grávida mostra 'degradação' da sociedade

Enquete

Você concorda com a ação do Arcebispo?

( ) Sim. Aborto é crime e os médicos não têm direito de acabar com uma vida.

( ) Não. Os médicos estão certos em seguir a lei e salvar a vida da mãe.

Fórum

A Igreja tem direito de interferir em casos como este? Opine.

Arcebispo excomungo envolvidor no aborto da menina de 9 anos em PE

Por: Marcus Lacerda (Brasil)

Na quarta-feira o arcebispo de Recife e Olinda José Cardoso Sobrinho excomungou a mãe, os medicos e outras pessoas que estavam envolvidas no aborto legal da menina de 9 anos que estava grávida de gêmeos após ter sofrido abuso sexual do padrasto. A menina ainda, que ainda está internada numa maternidade publica em Recife, começou o aborto na terça-feira recebendo medicamentos e só na manhã desta quarta-feira que foi concretizado o aborto. Para o arcebispo o aborto foi ilegal segundo as leis de Deus.

- A lei de Deus está acima de qualquer lei humana. Então uma lei humana, quer dizer, uma lei promulgada pelos iegisladores humanos, é contraria ã lei de Deus, essa lei humana não tem nenhum valor - disse.

A equipe médica afirmou que a saúde da menina prevale nessa hora. Ela não está com o corpo 100% preparado para receber uma criança por isso foi feito o aborto.

- Se a gravidez continuasse, o dano seria pior, podendo levar a uma gravidez de alto risco. O risco existiria até de morte ou de uma sequela definitive de não poder mais engravidar - afirma o medico Olímpio Moraes.

A lei humana permite o aborto caso a pessoa esteva grávida devido a um estrupo e/ou a gravidez seja de risco de vida. Segundo os médicos lembram que a menina se enquadra nas duas situações.

- Há duas indicações legais da lei. Ela está incluída nos dois e, como medico, a gente não pode deixar que uma menina de 9 anos seja submetida a sofrimento e até pagar com a própria vida - rebate o medico.

O arcebispo logo que descobriu que o aborto havia sido feito não perduou. Para dom José Cardoso Sobrinho aconteceu um crime e um ato inaceitável para a doutrina Católica. De imediato ele excomungou os envolvidos no aborto, com exceção da criança e do padrasto que ele considerou que foi um crime mais brando do que o aborto.

- Para incorrer nessa penalidade ecclesiastica, é preciso maioridade. A Igreja, entào, é muito benévola, quer dizer, sobretudo, com as pessoas de menos. Agora os adultos, quem aprovou, quem realizou esse aborto, incorreu na excomunhào. A Igreja nào costuma comunicar isso. Agora, a gente espera que esse pessoa, em momentos de reflexão, não espera a hora da morte para se arrependar - declarou.

Entidades de defesa da mulher, da criança e do adolescente não concordam com a desição do arcebispo, segundo uma educadora do SOS Corpo, Carla Batista certas organizações não levam em consideração a vida da menina.

Para o teólogo e ex-professor da PUC-SP João Batistiole avaliou a decisão da igreja.

- É uma posição dura, dífil de entender. Uma posição institucional. A Igreja perde um pouco da credibilidade perante seus fieis – comenta.

Saiba mais
Lula comenta estrupo da menina de 9 nos em Pernambuco
Excomunhão de médicos de PE corre o mundo
Vaticano apóia excomunhão

Enquete
Você acha que no caso da menina de 9 anos, que teve que realizar um aborto porque estava grávida de gêmeos após ter sofrido abuso sexual do padrasto, a lei humana deveria prevalecer a lei de Deus? Vote aqui:
( ) Sim, porque isso é um ato que nem Deus perdoaria
( ) Não, a lei de Deus sempre tem que prevalecer

Arcebispo excomunga envolvidos em aborto de menina de 9 anos

Por: Felipe Rocha (Brasil)

O arcebispo de Olinda e Recife, José Carlos Sobrinho, excomungou os medicos envolvidos no aborto legal feito à menina de 9 anos estuprada pelo padrasto, além da mãe da criança. O aborto, concluído na manhã desta quarta-feira, é considerado um crime pela Igreja.

- A lei de Deus está acima de qualquer lei humana. Então, quando uma lei humana, quer dizer, uma lei promulgada pelos legisladores humanos, é contrária à lei de Deus, essa lei humana não tem nenhum valor - diz o arcebispo.

A menina foi internada na noite de terça-feira e imediatamente começou a receber doses de um medicamento que induz ao aborto. De acordo com os medicos, a menina corria risco de vida ou de ficar com sequelas, como explica o médico Olímpio Moraes.

- Se a gravidez continuasse, o dano seria pior, podendo levar a uma gravidez de alto risco. O risco existiria até de morte ou de uma sequela definitiva de não poder mais engravidar.

O médico lembra ainda que, apesar da oposição da Igreja, o aborto foi realizado dentro da lei, já que se encaixava nas duas únicas situações legais: o feto era resultado de estupro e a gravidez colocaria em risco a vida da mãe.

- Há duas indicações legais no abortamento previsto em lei, que é o estupro e o risco de vida. Ela está incluída nos dois e, como médico, a gente não pode deixar que uma menina de 9 anos seja submetida a sofrimento e até pagar com a própria vida – pondera o medico.

A notícia da excomunhão correu o mundo. Porém, apesar da crítica de vários setores da sociedade, o bispo está irredutível quanto à punição aos adultos. Ele lembra, entretanto, que a menina, por ser menor de idade, foi poupada pela instituição e não foi incluída entre os excomungados.

- Para incorrer nessa penalidade eclesiástica, é preciso maioridade. A Igreja, então, é muito benévola, quer dizer, sobretudo, com as pessoas de menor. Agora os adultos, quem aprovou, quem realizou esse abordo, incorreu na excomunhão. A Igreja não costuma comunicar isso. Agora, a gente espera que essa pessoa, em momentos de reflexão, não espere a hora da morte para se arrepender - afirma.

A polêmica discusão chegou até o presidente Lula, que criticou a postura do arcebispo e defendeu os medicos envolvidos, dizendo que, como a vida da garota estava em risco, a medicina estava mais certa do que a Igreja.


Saiba Mais
Vaticano apóia excomunhão após aborto no Brasil
Temporão critica Igreja por condenar aborto em criança
Igreja Católica volta a falar sobre aborto de menina

Enquete
Você concorda com a opinião do arcebispo de Olinda e Recife?
( ) Sim, o aborto é um assassinato.
( ) Não, a menina corria risco de vida.

Fórum
Qual a sua opinião sobre o aborto? Opine aqui: