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sexta-feira, 20 de março de 2009

Excomunhão de envolvidos no aborto de menina de 9 anos gera polêmica

Por: Tathiana Xavier (Brasil)



O arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, excomungou, esta quarta-feira, a mãe, os médicos e outros envolvidos no aborto realizado por uma menina de 9 anos, grávida de gémeos. Segundo a polícia, a criança foi violada pelo padrasto de 23 anos, que teria confessado os abusos.

A menina foi internada na terça-feira, quando começou a ser medicada de forma a interromper a gravidez. No final da manhã desta quarta-feira, abortou. Segundo o médico, Olímpio Moraes, "se a gravidez continuasse, os danos seriam piores. A menina corria o risco de morte ou de ficar com sequelas definitivas e não poder voltar a engravidar”.

Assim que soube que o aborto havia acontecido, o arcebispo disse que “a Igreja Católica considera que houve um crime e um ato inaceitável para a doutrina". Assim, decidiu que "todas as pessoas que participaram do aborto, com exceção da criança, estão excomungadas da Igreja", afirmou.

Para Dom José Cardoso Sobrinho, que faz parte da ala mais conservadora da Igreja“incorrer nessa penalidade eclesiástica, é preciso maioridade. A Igreja é muito benévola com os menores. Agora os adultos, quem aprovou, quem realizou esse aborto, incorreu na excomunhão”, afirmou.

De acordo com o arcebispo “aos olhos da Igreja, o aborto foi um crime, pois a lei do Homem não está acima das leis de Deus”. A lei dos homens, nomeadamente a brasileira, tem duas indicações legais para o aborto ser legal: em caso de violação e de risco de morte. A menina estava incluída nos dois casos.



O teólogo e ex-professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), João Batistiole, acha que a excomungação “é uma posição dura, difícil de entender", uma posição institucional. "Acho que a igreja perde um pouco da credibilidade perante os fieis”, acrescentou.

Pessoas do Brasil inteiro discordam da decisão do arcebispo. “Há organizações que não levam em consideração a vida desta menina num momento como este e fazem uma grande polêmica em torno do caso que é aprovado por lei”, afirma a educadora do SOS Corpo, Carla Batista.




Saiba mais:



Vaticano critica excomunhão no caso de aborto de menina de nove anos

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_1/2009/03/15/em_noticia_interna,id_sessao=1&id_noticia=102610/em_noticia_interna.shtml

Excomunhão de médicos que fizeram aborto em menina de 9 anos em PE corre omundo

http://oglobo.globo.com/pais/cidades/mat/2009/03/06/excomunhao-de-medicos-que-fizeram-aborto-em-menina-de-9-anos-em-pe-corre-mundo-754723160.asp


Menina de 9
anos estuprada interrompe gravidez de gêmeos em Recife (PE)

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u529301.shtml



Enquete:



Diante dos fatos acontecidos com a menina de 9 anos em Recife, os médicos estão realmente com a razão?



( ) Sim. Os médicos fizeram a escolha certa em preservar a vida da menina com o aborto.



( ) Não. A lei divina é superior à todas as coisas. Se Deus quis assim...

sexta-feira, 13 de março de 2009

Arcebispo de Olinda e Recife excomungou os médicos envolvidos no aborto da Criança de 9 anos

Por Carolina Estrella( Brasil)

O arcebispo de Olinda e Recife, Dom Jose Cardoso Sobrinho, integrante da ala conservadora da igreja excomungou nesta quarta-feira a mãe, os médicos e outros envolvidos no aborto da menina de 9 anos que estava grávida de gêmeos. O padrasto confessou ter estuprado a menina desde os 6 anos de idade. O clérigo justifica sua ação alegando que, aos olhos da igreja, a lei dos homens não esta acima das leis de Deus.

- A lei de Deus está acima de qualquer lei humana. Então, quando uma lei humana, quer dizer, uma lei promulgada pelos legisladores humanos, é contrária à lei de Deus, essa lei humana não tem nenhum valor -, acredita.

A menina deu entrada em um Hospital público de Recife na noite de terça-feira e desde então começou a tomar medicamentos para interromper a gravidez. Na quarta-feira de manhã o aborto já havia sido consumado.

Para a equipe médica o aborto não foi uma decisão simples. Os médicos determinaram que saúde da criança era mais importante e seguiram o que determina a lei dos homens.
- Há duas indicações legais no abortamento previsto em lei, que é o estupro e o risco de vida. Ela está incluída nos dois e, como médico, a gente não pode deixar que uma menina de 9 anos seja submetida a sofrimento e até pagar com a própria vida – explica o médico.

O arcebispo reagiu a essa decisão logo apos o aborto ter sido consumado e declarou que a igreja católica considera o fato um crime inaceitável para a doutrina. Sendo assim decidiu excomungar todas as pessoas que participaram do aborto com exceção da criança.

-Para incorrer nessa penalidade eclesiástica, é preciso maioridade. A Igreja, então, é muito benévola, quer dizer, sobretudo, com as pessoas de menor. Agora os adultos, quem aprovou, quem realizou esse abordo, incorreu na excomunhão. A Igreja não costuma comunicar isso. Agora, a gente espera que essa pessoa, em momentos de reflexão, não espere a hora da morte para se arrepender – afirma o Clérigo.

A criança passa bem e está sendo monitorada pelos médicos na maternidade do Hospital de Recife, mas não sabe sobre sua gravidez e nem sobre o aborto. Ela acredita ter vermes na barriga.

Saiba mais sobre ao assunto:

CNBB repudia estupro de menina de nove anos, mas diz que defesa da vida é prioridade


Lula comenta estupro de menina de 9 anos em Pernambuco e diz que violência é problema de todos

Infância violentada: Em hospital, meninas grávidas por estupro correspondem a 43% dos atendimentos


Enquete: Você é a favor da legalização do aborto no Brasil?

( ) Sim. A mulher deve ter o direito de decidir sobre suas ações, independente da opinião da igreja católica.

( ) Não. Permitir a prática do aborto no Brasil seria como ir contra as leis de Deus.

Fórum: Você já fez ou conhece alguém que tenha feito o aborto por algum caso de risco de vida? Conte a sua história.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Arcebispo excomunga médicos e parentes de menina que fez aborto

Por Luciana Mangas (Brasil)

Na última quarta-feira, o arcebispo de Olinda, Dom José Cardoso Sobrinho excomungou a família, os médicos e outros envolvidos no caso do aborto legal feito por uma menina de 9 anos. A criança havia sido vítima de estupro e estava grávida de gêmeos, razão pela qual os médicos optaram pela interrupção da gravidez. O padrasto da menina confessou que a violentava desde os 6 anos e foi preso. Como justificativa de sua ação, o arcebispo afirmou que o aborto é crime e que as leis dos homens não está acima das leis de Deus.
A equipe médica da maternidade pública de Recife em que a criança está internada explicou que a decisão pelo aborto foi tomada por constituir grande risco à vitima.

- Se a gravidez continuasse, o dano seria pior, podendo levar a uma gravidez de alto risco. O risco existiria até de morte ou de uma seqüela definitiva de não poder mais engravidar - explica o médico Olímpio Moraes.
A decisão feita pelos médicos logo enfrentou oposição da Igreja, encabeçada por Dom José Cardoso Sobrinho, membro de uma ala conservadora. Os médicos julgaram a saúde da criança mais importante do que a crença religiosa. Na noite da terça-feira passada, a menina recebeu fortes doses de medicamentos para interromper a gestação e no fim da manha de quarta, o aborto se completou.

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Há duas indicações legais no abortamento previsto em lei, que é o estupro e o risco de vida. Ela está incluída nos dois e, como médico, a gente não pode deixar que uma menina de 9 anos seja submetida a sofrimento e até pagar com a própria vida - explica o médico.

Ao ser informado que o aborto havia sido consumado, o arcebispo disse que a ação era um crime contra a doutrina católica e decidiu que todos os envolvidos no caso, com a exceção da criança, seriam excomungados da Igreja. Após o comunicado da excomunhão, entidades da defesa da mulher, do adolescente e da criança defenderam a posição da equipe medica.

- Há organizações que não levam em consideração a vida dessa menina em um momento como esse e fazem um enorme desserviço em criar uma polêmica em torno de um caso que está garantido por lei e que há uma decisão da responsável pela menor no sentido de encaminhar dessa forma como está sendo encaminhado - afirma a educadora do SOS Corpo Carla Batista.

Saiba mais:

Padrasto que violentou menina de 9 anos em PE não será excomungado pelo arcebispo de Recife
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Menina estuprada pelo padrasto no RS está no sétimo mês de gestação
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Enquete

Você concorda com a ação do Arcebispo?

( ) Sim. Aborto é crime e os médicos não têm direito de acabar com uma vida.

( ) Não. Os médicos estão certos em seguir a lei e salvar a vida da mãe.

Fórum

A Igreja tem direito de interferir em casos como este? Opine.

Arcebispo excomunga envolvidos em aborto de menina de 9 anos

Por: Felipe Rocha (Brasil)

O arcebispo de Olinda e Recife, José Carlos Sobrinho, excomungou os medicos envolvidos no aborto legal feito à menina de 9 anos estuprada pelo padrasto, além da mãe da criança. O aborto, concluído na manhã desta quarta-feira, é considerado um crime pela Igreja.

- A lei de Deus está acima de qualquer lei humana. Então, quando uma lei humana, quer dizer, uma lei promulgada pelos legisladores humanos, é contrária à lei de Deus, essa lei humana não tem nenhum valor - diz o arcebispo.

A menina foi internada na noite de terça-feira e imediatamente começou a receber doses de um medicamento que induz ao aborto. De acordo com os medicos, a menina corria risco de vida ou de ficar com sequelas, como explica o médico Olímpio Moraes.

- Se a gravidez continuasse, o dano seria pior, podendo levar a uma gravidez de alto risco. O risco existiria até de morte ou de uma sequela definitiva de não poder mais engravidar.

O médico lembra ainda que, apesar da oposição da Igreja, o aborto foi realizado dentro da lei, já que se encaixava nas duas únicas situações legais: o feto era resultado de estupro e a gravidez colocaria em risco a vida da mãe.

- Há duas indicações legais no abortamento previsto em lei, que é o estupro e o risco de vida. Ela está incluída nos dois e, como médico, a gente não pode deixar que uma menina de 9 anos seja submetida a sofrimento e até pagar com a própria vida – pondera o medico.

A notícia da excomunhão correu o mundo. Porém, apesar da crítica de vários setores da sociedade, o bispo está irredutível quanto à punição aos adultos. Ele lembra, entretanto, que a menina, por ser menor de idade, foi poupada pela instituição e não foi incluída entre os excomungados.

- Para incorrer nessa penalidade eclesiástica, é preciso maioridade. A Igreja, então, é muito benévola, quer dizer, sobretudo, com as pessoas de menor. Agora os adultos, quem aprovou, quem realizou esse abordo, incorreu na excomunhão. A Igreja não costuma comunicar isso. Agora, a gente espera que essa pessoa, em momentos de reflexão, não espere a hora da morte para se arrepender - afirma.

A polêmica discusão chegou até o presidente Lula, que criticou a postura do arcebispo e defendeu os medicos envolvidos, dizendo que, como a vida da garota estava em risco, a medicina estava mais certa do que a Igreja.


Saiba Mais
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Igreja Católica volta a falar sobre aborto de menina

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Você concorda com a opinião do arcebispo de Olinda e Recife?
( ) Sim, o aborto é um assassinato.
( ) Não, a menina corria risco de vida.

Fórum
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