Mostrando postagens com marcador cotas raciais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cotas raciais. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de junho de 2009

Acesso à universidade: Questão de educação de base

Por: Camille Grandin (Opinião)

No fim de maio passado, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) emitiu uma liminar suspendendo a lei estadual de sistemas de cotas em universidades públicas fluminenses, que entrará em vigor a partir de 2010. O deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP) foi o autor da ação contra esse sistema, que estava em vigor há sete anos e que beneficiava estudantes negros e oriundos de escolas públicas. De acordo com o parlamentar, a lei não leva em consideração a condição socioeconômica, mas a etnia. Além disso, fere o Artigo 9, parágrafo 1º da Constituição Estadual, que garante que ninguém pode ser discriminado em função da cor da pele.

A confusão em torno do assunto começa no momento da inscrição para o vestibular, onde se opta por uma cor. Num país de mistura racial, em alguns casos, é impossível definir se uma pessoa é parda ou branca, por exemplo. Essa grande questão envolvendo as cotas nas universidades surgiu como uma alternativa para o déficit de qualidade do ensino público.

A mudança não tem que ocorrer no meio do caminho, no caso a universidade, e sim no início do sistema educacional. Não há como construir um Brasil democrático se o que se presencia nas escolas públicas é um verdadeiro descaso. Além disso, o acesso ao ensino deve privilegiar a capacidade intelectual e não características sócio econômicas.

Enquanto não mudar a estrutura do ensino público a universidade continuará a ser um sonho distante para muitos brasileiros.
Saiba mais:

Fim de cotas pode anular vestibular do Rio

Cabral diz recorrer se lei de cotas não for mantida

Enquete:

Os outros estados que adotaram o sistema de cotas devem seguir a iniciativa do Rio?

( )Sim. As cotas violam a Constituição e contribuem para o preconceito nas universidades.

( )Não. As cotas servem para suprir a carência do ensino público.

Fórum:

As cotas são uma maneira de acabar com o preconceito ou pioram a discriminação? Opine aqui:

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Rio sem cotas

Por: Camille Grandin (Opinião)
Revisado por: Guilherme Santos

O Órgão Especial do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) aceitou um pedido de liminar acabando com o sistema de cotas no Rio, o regime de ingresso sem as cotas deve voltar a partir de 2010. Esta ação gerou mais uma polêmica envolvendo o assunto e dividindo opiniões.

Um país miscigenado como o Brasil não deveria ter tipos de ações que possam privilegiar determinadas etnias. A confusão em torno do assunto começa no momento da inscrição para o vestibular, onde se opta por uma cor. Em um país de mistura racial, em alguns casos, é impossível definir se uma pessoa é parda ou branca, por exemplo. Essa grande questão envolvendo as cotas nas universidades surgiu como uma alternativa para o déficit de qualidade do ensino público.

Por isso, a mudança não tem que ser no meio do caminho, no caso a universidade, e sim no início do sistema educacional. Não tem como se construir um Brasil democrático se o que se presencia nas escolas públicas é um verdadeiro descaso e descomprometimento, tanto por parte dos professores quanto dos alunos. Enquanto não mudar a estrutura do ensino público a universidade continuará a ser um sonho distante para muitos brasileiros.

Saiba Mais:
Fim de cotas pode anular vestibular, diz governo do Rio
Secretário de Ciência e Tecnologia do Rio defende sistema de cotas

Enquete
Os outros estados que adotaram o sistema de cotas devem seguir a iniciativa do Rio?
( )Sim. As cotas violam a Constituição e contribuem para o preconceito nas universidades.
( )Não. As cotas servem para suprir a carência do ensino público.

Fórum
As cotas são uma maneira de acabar com o preconceito ou pioram a discriminação?

Comentários:
O texto expõe claramente a opinião contra as cotas da autora. Em alguns momentos ela usou algumas expressões que não deveriam ser usadas. Mas nada que afetace a idéia que a autora quis passar.

Cotas raciais geram preconceito nas universidades

Texto original de Camille Grandim
Texto revisado por: Érika Torres

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio decidiu através de uma liminar, suspender os efeitos da lei estadual que estabelece cotas em universidade públicas estaduais. O deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP) foi o autor desta ação contra as cotas para negros e estudantes de escolas públicas. Realmente o sistema de cotas e um sistema preconceituoso, pois, muito cotistas escutam piadinhas por ingressarem nas universidades públicas através deste método.

A confusão em torno do assunto começa no momento da inscrição para o vestibular, onde se opta por uma cor. Num país de mistura racial, em alguns casos, é impossível definir se uma pessoa é parda ou branca, por exemplo. Essa grande questão envolvendo as cotas nas universidades surgiu como uma alternativa para o déficit de qualidade do ensino público.

Desta maneira nota-se que a mudança não deve haver no caso da entrada há universidade, e sim no início do sistema educacional. Não tem como se construir um Brasil democrático se o que se presencia nas escolas publicas é um verdadeiro descaso e descomprometimento, tanto por parte dos professores quanto dos alunos. Enquanto não mudar a estrutura do ensino público a universidade continuará a ser um sonho distante para muitos brasileiros.


Saiba Mais:

TJ-RJ suspende cotas em universidades públicas

Justiça suspende sistema de cotas em universidades do Rio de Janeiro

Liminar do TJ suspende cotas em universidades do Rio

Enquete:

Os outros estados que adotaram o sistema de cotas devem seguir a iniciativa do Rio?

( )Sim. As cotas violam a Constituição e contribuem para o preconceito nas universidades.

( )Não. As cotas servem para suprir a carência do ensino público.

Fórum:

As cotas são uma maneira de acabar com o preconceito ou pioram a discriminação? Comente: