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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Sistema de cotas: segrega ou promove a igualdade?

Por: Lívia Amaral (Opinião)
Texto revisado por: Thaís Sousa

Na segunda-feira, dia 25, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) suspendeu a lei que prevê o sistema de cotas para o ingresso de estudantes carentes nas universidades estaduais. A ação partiu do deputado estadual Flávio Nantes Bolsonaro (PP), através de uma liminar, que classificou a lei como o próprio ato de discriminação. Desde então, muito tem sido falado e discutido sobre o assunto.

A existência de uma lei que estabelece cotas para o ingresso de uma parcela dos estudantes nas faculdades públicas mais segrega do que promove a igualdade. Um método que não premia o mérito – que é o intuito do vestibular – não pode ser considerado justo. Quem é a favor do sistema de cotas busca justificativas na história do país, como o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho. Ele afirma que “temos anos de dívida com os afro-brasileiros”. O problema é que o governo quer corrigir com um artifício a desigualdade gerada por circunstâncias em anos. Toda a população do Brasil tem direito à educação. Dar preferência a alguém por sua cor ou credo é uma forma de segregação.

A discriminação racial começa no momento da inscrição para o vestibular, quando o estudante tem que optar por um tipo de ‘cor de pele’ ou ‘raça’, como se isso determinasse o potencial, habilidades e capacidades de alguém. O sistema de cotas permite, sim, a presença de negros, pardos e alunos das escolas públicas nas universidades. Mas, ao mesmo tempo, não acaba com o preconceito em relação aos mesmos. É que, desta forma, os indivíduos beneficiados pelas cotas são considerados incapazes de ingressar em uma universidade pública pelo sistema tradicional.

Analisando a questão sob o ponto de vista econômico, as cotas contribuem para piorar a qualidade acadêmica. É uma forma do governo encobrir os problemas na educação. O sistema de ensino precisa de uma re-estruturação na qualidade de ensino, na qualificação dos professores e, principalmente, de mudanças legislativas que garantam estas questões.

Portanto, para se conseguir uma sociedade com mais igualdade de oportunidades é preciso, primeiro, melhorar a educação básica sem utilizar critérios de etnia ou posição social. Devemos lutar para que todos os cidadãos tenham as mesmas chances de ingressar em uma universidade, através da dedicação e da capacidade de cada um. Boas intenções, somente, não são suficientes. Não se deve tentar corrigir erros velhos com erros novos. O país precisa é de boa educação para todos, sem distinções.

Rio sem cotas

Por: Camille Grandin (Opinião)
Revisado por: Guilherme Santos

O Órgão Especial do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) aceitou um pedido de liminar acabando com o sistema de cotas no Rio, o regime de ingresso sem as cotas deve voltar a partir de 2010. Esta ação gerou mais uma polêmica envolvendo o assunto e dividindo opiniões.

Um país miscigenado como o Brasil não deveria ter tipos de ações que possam privilegiar determinadas etnias. A confusão em torno do assunto começa no momento da inscrição para o vestibular, onde se opta por uma cor. Em um país de mistura racial, em alguns casos, é impossível definir se uma pessoa é parda ou branca, por exemplo. Essa grande questão envolvendo as cotas nas universidades surgiu como uma alternativa para o déficit de qualidade do ensino público.

Por isso, a mudança não tem que ser no meio do caminho, no caso a universidade, e sim no início do sistema educacional. Não tem como se construir um Brasil democrático se o que se presencia nas escolas públicas é um verdadeiro descaso e descomprometimento, tanto por parte dos professores quanto dos alunos. Enquanto não mudar a estrutura do ensino público a universidade continuará a ser um sonho distante para muitos brasileiros.

Saiba Mais:
Fim de cotas pode anular vestibular, diz governo do Rio
Secretário de Ciência e Tecnologia do Rio defende sistema de cotas

Enquete
Os outros estados que adotaram o sistema de cotas devem seguir a iniciativa do Rio?
( )Sim. As cotas violam a Constituição e contribuem para o preconceito nas universidades.
( )Não. As cotas servem para suprir a carência do ensino público.

Fórum
As cotas são uma maneira de acabar com o preconceito ou pioram a discriminação?

Comentários:
O texto expõe claramente a opinião contra as cotas da autora. Em alguns momentos ela usou algumas expressões que não deveriam ser usadas. Mas nada que afetace a idéia que a autora quis passar.

Cotas raciais geram preconceito nas universidades

Texto original de Camille Grandim
Texto revisado por: Érika Torres

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio decidiu através de uma liminar, suspender os efeitos da lei estadual que estabelece cotas em universidade públicas estaduais. O deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP) foi o autor desta ação contra as cotas para negros e estudantes de escolas públicas. Realmente o sistema de cotas e um sistema preconceituoso, pois, muito cotistas escutam piadinhas por ingressarem nas universidades públicas através deste método.

A confusão em torno do assunto começa no momento da inscrição para o vestibular, onde se opta por uma cor. Num país de mistura racial, em alguns casos, é impossível definir se uma pessoa é parda ou branca, por exemplo. Essa grande questão envolvendo as cotas nas universidades surgiu como uma alternativa para o déficit de qualidade do ensino público.

Desta maneira nota-se que a mudança não deve haver no caso da entrada há universidade, e sim no início do sistema educacional. Não tem como se construir um Brasil democrático se o que se presencia nas escolas publicas é um verdadeiro descaso e descomprometimento, tanto por parte dos professores quanto dos alunos. Enquanto não mudar a estrutura do ensino público a universidade continuará a ser um sonho distante para muitos brasileiros.


Saiba Mais:

TJ-RJ suspende cotas em universidades públicas

Justiça suspende sistema de cotas em universidades do Rio de Janeiro

Liminar do TJ suspende cotas em universidades do Rio

Enquete:

Os outros estados que adotaram o sistema de cotas devem seguir a iniciativa do Rio?

( )Sim. As cotas violam a Constituição e contribuem para o preconceito nas universidades.

( )Não. As cotas servem para suprir a carência do ensino público.

Fórum:

As cotas são uma maneira de acabar com o preconceito ou pioram a discriminação? Comente:

domingo, 7 de junho de 2009

Sistema de cotas: segrega ou promove a igualdade?

Por: Lívia Amaral (Opinião)

Na segunda-feira, 25,
o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) suspendeu a lei que prevê o sistema de cotas para o ingresso de estudantes carentes nas universidades estaduais. A ação partiu do deputado Flávio Nantes Bolsonaro (PP), através de uma liminar, que classificou a lei como o próprio ato de discriminação. Desde então, muito tem sido falado e discutido sobre o assunto.

A existência de uma lei que estabelece cotas para o ingresso de uma parcela dos estudantes nas faculdades públicas mais segrega do que promove a igualdade. Um método que não premia o mérito – que é o intuito do vestibular – não pode ser considerado como justo. Quem é a favor do sistema de cotas busca justificativa na história do país
como o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho. Ele afirma que “temos anos de dívida com os afro-brasileiros”. O problema é que o governo quer corrigir com um artifício a desigualdade gerada por circunstâncias em anos. Toda a população do Brasil tem direito a educação. Dar preferência a alguém por sua cor ou credo é uma forma desumana de segregação.

A discriminação racial começa no momento da inscrição para o vestibular, onde o estudante tem que optar por um tipo de ‘cor de pele’ ou ‘raça’, como se isso determinasse o potencial, habilidades e capacidades de alguém. O sistema de cotas acaba aparentemente com o desfalque de pardos, negros e alunos das escolas públicas nas universidades, mas aumenta o preconceito contra os mesmos, pois, assim, outras pessoas passam a considerar que esses indivíduos não tem capacidade para entrar em uma faculdade pública pelo sistema tradicional.

Analisando a questão sob o ponto de vista econômico, as cotas contribuem para piorar a qualidade acadêmica, pois através dela o governo encobre os problemas na educação. Acredito que o sistema de ensino precisa de uma re-estruturação na qualidade de ensino e na qualificação dos professores e, principalmente, precisa de mudanças legislativas que garantam estas questões.

Portanto, para se conseguir uma sociedade com mais igualdade de oportunidades é preciso, primeiro, melhorar a educação básica sem utilizar critérios de raça, etnia ou sexo. Devemos lutar para que todos os cidadãos tenham acesso semelhante aos benefícios e que, através da dedicação e da capacidade de cada um, possam usufruir deles. Boas intenções, somente, não são suficientes. Não se deve tentar corrigir erros velhos com erros novos. O que o país precisa é de boa educação para todos, sem distinções.
Saiba mais
Enquete
Você acredita que o sistema de cotas contribui para o aumento da discriminação social e racial? Vote aqui:
( ) Sim. Quem entra na universidade pelo sistema de cotas é visto como incapacitado.
( ) Não. O sistema de cotas serve para dar chance a negros e estudantes de escolas públicas, injustiçados e prejudicados pelo ensino, a entrarem nas universidades públicas.
Fórum
O que você considera como a melhor solução para que todos os estudantes tenham chances iguais no vestibular? Opine aqui:

Rio sem cotas

Por: Camille Grandin (Opinião)

Em uma decisão acertada o Órgão Especial do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) aceitou um pedido de liminar acabando com o sistema de cotas no Rio, o regime de ingresso sem as cotas deve voltar a partir de 2010. Esta ação gerou mais uma polêmica envolvendo o assunto e dividindo opiniões. Sou contra a qualquer tipo de ação que dê privilégios a uma determinada etnia, principalmente em um país miscigenado como o Brasil e com histórico de preconceito.

A confusão em torno do assunto começa no momento da inscrição para o vestibular, onde se opta por uma cor. Num país de mistura racial, em alguns casos, é impossível definir se uma pessoa é parda ou branca, por exemplo. Essa grande questão envolvendo as cotas nas universidades surgiu como uma alternativa para o déficit de qualidade do ensino público.

Por isso, acredito que a mudança não tem que ser no meio do caminho, no caso a universidade, e sim no início do sistema educacional. Não tem como se construir um Brasil democrático se o que se presencia nas escolas publicas é um verdadeiro descaso e descomprometimento, tanto por parte dos professores quanto dos alunos. Enquanto não mudar a estrutura do ensino público a universidade continuará a ser um sonho distante para muitos brasileiros.
Saiba Mais:
Enquete
Os outros estados que adotaram o sistema de cotas devem seguir a iniciativa do Rio?
( )Sim. As cotas violam a Constituição e contribuem para o preconceito nas universidades.
( )Não. As cotas servem para suprir a carência do ensino público.
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As cotas são uma maneira de acabar com o preconceito ou pioram a discriminação?

sexta-feira, 5 de junho de 2009

O Fim do Pré Conceito nas Universidades

Por: Tathiana Xavier (Opinião)

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.” Artigo 5º do Código Civil de 1988.

A partir destas premissas, a Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por meio de liminar concedida no dia 25 de maio, suspendeu as cotas existentes nas universidades fluminenses. A decisão, que só passará a valer em 2010, atende ao pedido do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), que alegaram não haver tempo hábil para que se alterasse o edital do concurso de vestibular deste ano, cujas provas estão marcadas para o dia 21 de julho.

Decisão sábia da Justiça pois com o sistema de cotas a discriminação aumenta devido a separação que se faz do negro e do pobre. Se até hoje A luta pela igualdade das “raças” é árdua, não podemos dar um passo para trás nestas ocasiões. Não se soluciona deficiência educacional do povo brasileiro dando à ele uma oportunidade em seu ensino superior. E a base escolar? Tudo aquilo que muitos não puderam ter acesso no ensino fundamental e médio, não pode ser passado uma borracha por aqueles conceitos não aprendidos.

Ao invés do Governo separar as etnias, já atribuindo à elas pré conceitos como pessoas “sem recursos” ou “diferentes”, ele deveria ceder aos cidadãos recursos de uma melhor educação desde o primeiro ano de estudo do aluno para que, na idade adulta, possa competir de igual para igual uma vaga na Universidade. Não para separar o mais inteligente do menos inteligente, e sim contemplar àqueles que se dedicaram aos estudos durante toda sua formação.

Somos povos miscigenados. Não há como separar os genes negros, pardos, brancos ou amarelos. Fazemos parte de um povo misturado por natureza.


SAIBA MAIS:

UERJ quer derrubar liminar que suspendeu sistema de cotas

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Estado recorre para manter cotas nas universidades

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FÓRUM:

Diante dos argumentos apresentados pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, de que forma o fim do sistema de cotas influenciará no futuro dos ingressos às Universidades? Comente:


ENQUETE:

Esta decisão é justa com todos os estudantes?

( ) Sim. Todos têm capacidade de conseguir passar para uma Universidade Federal.

( ) Não. O ensino fundamental oferecido pelo governo é deficiente e muitos não têm condições de competir por uma vaga.