Mostrando postagens com marcador diretorias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador diretorias. Mostrar todas as postagens

domingo, 5 de abril de 2009

Reestruturação administrativa no Senado faz com que primeiro secretario corte 50 cargos.

Kamilla Mariano (Brasil)

O mês de março foi marcado por denúncias no Senado brasileiro. Desde que o presidente do Senado, José Sarney assumiu o cargo, as acusações começaram. O primeiro envolvido foi o na época diretor-geral Agaciel Maia, que largou o cargo após ter escondido da declaração de bens, uma mansão avaliada em 5 milhões de reais em Brasília. Outra foi que o Senado pagou horas extras a funcionários em janeiro, mês que eles não teriam trabalhado mesmo o pagamento sendo considerado legal, os senadores devolverão o dinheiro.
Todavia, o caso com maior repercussão foi dos diretores remunerados e em uma sessão e publicado no diario oficial do Senado, o primeiro secretario Heráclito Fortes (DEM-PI) assinou o corte de 50 cargos com a demissão da função ocupada pelo servidor. Com o “escândalo” muitos senadores foram contra e chegaram a se pronunciar “não ganham muito” como foi dito pelo senador Jéferson Praia (PDT-AM), alegando que o salário não é alto. Já o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) debateu sobre as funções dos diretores “Existem diretores efetivos e os diretores de fantasia, que não têm função específica nem estrutura administrativa em volta” retrucou o primeiro secretario.
O Senado constatou que há 181 diretores com cargos desconhecidos, como é o caso de diretor de garagem. Ao analisar contas, percebeu que alguns senadores têm mais de um cargo de direção “É incompreensível que o Senado Federal tenha uma estrutura tão pesada, com tantos diretores, seguramente não são necessários” como foi afirmado pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP). Com isso, Sarney, pretende reduzir os cargos.
A Casa fez um acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), para a reestruturação “Nós não falamos mais de reforma administrativa e sim numa reestruturação profunda da administração da Casa” como informou o senador do Amapá. Com essa “limpa” serão mantidos apenas cargos que tenha uma necessidade real “O que for essencial nós vamos deixar e o restante vamos cortar. Esperamos chegar a 50% de redução” acrescentou José Sarney.
Heráclito Fortes ordenou a provisão dos classificados no concurso público promovido pelo Senado, para a área de comunicação social. Esse fato tem ligação com a diminuição da estrutura terceirizada, porém não diz sobre a troca automática. Logo após será a vez dos concursados de outras áreas terem a sua nomeação.

Saiba Mais:
Enquete:
Em sua opinião os senadores devem ser julgados como cidadãos comuns quando comprovado desvio de dinheiro público? Vote:
( ) Sim, pois eles roubaram e devem pagar como qualquer um.
( ) Não, pois eles são pessoas públicas e devem ser julgadas especialmente.
Fórum:
O senado irá economizar cerca de 1 milhão de reais com o fim das diretorias. Onde você acha que o governo deve investir esse dinheiro? Opine aqui:

Caso das diretorias remuneradas do Senado.

Por: Fernanda Lima (Brasil)

A onda de denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), levou o presidente a pedir que todos os diretores da casa colocassem seus cargos a disposição.

Tudo começou com a demissão do diretor-geral Agaciel Maia, que escondeu da Receita Federal uma mansão avaliada em cinco milhões e que estava em nome de seu irmão. Agaciel estava no cargo há mais de 14 anos, desde a primeira vez que José Sarney foi nomeado a ocupar pela primeira vez a presidência do Senado e com um orçamento anual de R$2,7 bilhões.

Logo depois, o diretor de recursos humanos, José Carlos Zoghbi, saiu do cargo após ser acusado de transferir imóvel funcional para parentes.

Como não bastassem os escândalos, o presidente do Senado ainda terá que se explicar com o Ministério Público Federal (MPF), sobre o pagamento de um valor superior a seis milhões de reais em horas extras a três mil funcionários da Casa no mês de janeiro, em pleno recesso e autorizado pelo ex-primeiro secretário da Casa, Efraim Morais (DEM-PB) três dias antes de deixar o cargo.

Além disso, o Senado enfrenta a farra dos terceirizados, a mordomia com os apartamentos funcionais, os nepotismos disfarçados, apadrinhamentos e funcionários fantasmas( assista ao vídeo).
Perante essa confusão, a Corregedoria do Senado abriu sindicância para apurar o nepotismo. Depois de conversar com o primeiro-secretário da Casa, Heráclito Fortes (DEM-PI) José Sarney resolveu tomar uma decisão drástica.

O então presidente do Senado determinou que os 146 diretores da casa entregassem seus cargos. Para ele, esse seria o pré-requisito para uma reforma profunda.

Na quarta-feira, a presidência assina um convênio com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que vai trabalhar na reestruturação da casa. O presidente do Senado pretende selecionar os melhores servidores para as diretorias desocupadas.


Saiba mais:

TCU vai investigar diretor-geral do Senado


Senado paga R$ 6 milhões de horas extras nas férias



Crise no Senado revela disputa de poder no alto escalão



Enquete:



Você acredita que mesmo com todos os cargos a diposição, esse seria o requisito para uma reforma profunda?



( ) Sim, pois ficaria apenas os que realmente tem compromisso com o poder legislativo



( ) Não, pois a imagem que ficou é que o Senado é mesmo uma bagunça.



Fórum:


Depois de todo esse escândalo no Senado, o que você acha que o presidente deveria fazer para manter a crediblidade?

Diretorias remuneradas ainda geram polêmica no Senado

Por: Thaís Sousa (Brasil)

Depois de ter anunciado o corte de 50 dos 181 polêmicos cargos de diretoria do Senado, o processo de exoneração dos servidores ainda não foi resolvido e
apenas oito estruturas administrativas foram extintas. Na última semana, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), esclareceu que as demissões farão parte de uma reforma administrativa que será concluída em cerca de seis meses. Após o processo, a média será de um diretor para cada um dos 81 senadores.

Mesmo tendo sido apontado como o criador de cerca de 70% dos cargos de diretoria, Sarney determinou que 50 funcionários fossem exonerados. Assim, diretores como “de garagem”, “de autógrafos em ata” e de “check-in” – responsável pelas reservas de voo e embarques dos parlamentares – perderam seus cargos remunerados.

_ Vamos reduzir muito o número de diretores das comissões no Senado. O que for essencial fica. A redução vai ser de pelo menos 50%, pode ser maior – afirmou o presidente do Senado.

O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI) chegou a negar que o número de diretores tenha chegado a 181. De acordo com Fontes, a maioria dos cargos da lista corresponde a funcionários com cargos semelhantes. O senado contaria com apenas 38 diretores e até o final de abril essa quantidade deve ser reduzida a 20.

_ A função de diretor tem que ser mais enxuta. A carreira se confundiu com a função. O que gerou todo esse desconforto - declarou Heráclito.

Fortes afirmou ainda que esses funcionários também terão gratificações diminuídas. Hoje, o salário médio do Senado é de R$ 12 mil, para nível superior, e pode chegar a um teto de R$ 35 mil. A folha de pagamento da Casa chega a R$ 1,2 bilhão ao ano.

O senador Aluísio Mecadante (PT-SP) declarou que, em 30 dias, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) deve entregar um projeto de reforma administrativa do Senado. Com a reforma e as possíveis exonerações, espera-se economia de cerca de R$ 1 milhão mensais.

O valor do contrato com a FGV para a elaboração do projeto não foi divulgado, mas sabe-se que foi feito sem licitação.


Saiba mais:

Com 181 diretores, senado "descobre" ter mais de dois diretores para cada senador

Senado promete demissão de 50 diretores, mas servidores continuam nos cargos

Senador quer chegar a cerca de 20 diretorias em um mês


Enquete:

O senador José Sarney assumiu a presidência do senado em fevereiro e já tem o nome envolvido em mais um escândalo político. Você acha que o caso das diretorias do Senado pode prejudicá-lo?

Não. Sarney já esteve envolvido em escândalos maiores e sempre conseguiu se re-erguer politicamente.

Sim. Escândalos como esse denigrem ainda mais a imagem do senador e a renúncia é questão de tempo.

Fórum:

Você acha que as sucessivas crises e escândalos podem refletir nas eleições de 2010? Opine.

Novas medidas para frear crise no Senado

Por: Camille Grandin (Brasil)

O presidente do Senado José Sarney (PMDB – AP) ordenou que todos os diretores da Casa coloquem seus cargos a disposição. A decisão foi tomada após o escândalo envolvendo 181 diretorias no Senado, mais que o dobro do número de senadores. Grande parte delas com nomes sugestivos como a diretoria de check-in, garagem e rádio em ondas curtas.

Sarney determinou a exoneração de 50 dos 181 diretores e ainda assinou uma parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para realizar uma reforma administrativa no Senado. A partir de agora são 38 secretários com status de diretor, além de cinco cargos da cúpula administrativa da Casa. O restante, 138 cargos, são mesmo de “diretorias de fantasia”, conforme definiu o primeiro-secretário Heráclito Fortes (DEM - PI). Segundo ele, a ideia é reduzir para 20 secretarias, no máximo, o número de diretorias no Senado. Esse seria o quadro em 2001.

Além disso, o procurador do Ministério Publico, Marinus Marsico, ingressou com uma representação ao presidente do Tribunal de Contas da União (TCU) Ubiratan Aguiar, pedindo abertura imediata de investigação sobre o caso da diretora de Comunicação do Senado, Elga Mara Teixeira Lopes, que
trabalhou em cinco campanhas políticas sem se afastar do cargo ; o pagamento de horas extras e ajuda de custo no recesso de janeiro , e a contratação de Luciana Cardoso , filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, pelo gabinete de Heráclito, sem exercer a função em Brasília. Nos três casos o MP pede, na representação, a devolução do dinheiro pago pelo Senado.

- Não vou nem pedir mais explicações à direção do Senado. Já há indícios suficientes de irregularidades para entrar direto com a representação ao presidente pedindo a imediata investigação. A ideia é ter esses recursos de volta para os cofres públicos - disse Marinus.

Nomeada em 2003 pelo então presidente do Senado José Sarney
para a Diretoria de Modernização Administrativa e Planejamento do Senado, Elga se ausentou da Casa para se dedicar, como analista de pesquisa de opinião, a campanhas eleitorais, recebendo pelo Senado e por contratos políticos. Elga já afirmou que trabalhou em campanhas quando estava de férias e prometeu apresentar provas.

"Para mim, ela não fez campanha política. No que se refere a ela estar na minha última campanha, é totalmente errado", afirmou Sarney.

Já Luciana foi contratada por Heráclito como secretária parlamentar e causou polêmica ao afirmar que o Senado é uma bagunça.

- Trabalho mais em casa, na casa do senador. Como faço coisas particulares e aquele Senado é uma bagunça e o gabinete é mínimo, eu vou lá de vez em quando. Você já entrou no gabinete do senador? Cabe não, meu filho! É um trem mínimo e a bagunça, eterna. Trabalham lá milhões de pessoas. Mas se o senador ligar agora e falar 'vem aqui', eu vou lá - disse.

No entanto, Heráclito evitou responder sobre as críticas de Luciana Cardoso. Segundo ele, o comentário dela diz respeito ao Senado como um todo e não exatamente ao seu gabinete. E, Luciana não entrou em detalhes sobre a questão em torno do
pagamento das horas extras durante o recesso parlamentar.

- Não sei te dizer se eu recebi em janeiro, se não recebi em janeiro. Normalmente, quando o gabinete recebe, eu recebo. Acho que o gabinete recebeu. Se o senador mandar, devolvo (o dinheiro). Quem manda pra mim é o senador – informou Luciana.

O Senado decretou uma espécie de “lei do silêncio”a respeito da denúncia. Os senadores Efraim Morais (DEM – PB) e Heráclito Fortes, ex e atual primeiro – secretário do Senado, não quiseram dar detalhes sobre o pagamento da ajuda de custo.

Saiba mais:

Senador do PMDB emprega oito parentes de assessor no gabinete

Enquête:

Depois de tantos escândalos no Senado o poder Legislativo tem chances de recuperar a credibilidade perante o povo brasileiro?

( ) Sim. Se o Senado realmente fizer uma grande reforma administrativa a credibilidade será re-conquistada.

( )Não. Depois de tantos escândalos será difícil voltar a confiar no poder Legislativo.

Fórum:

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB – SP) disse, que para a população o poder Legislativo é considerado desnecessário. Você concorda com esta declaração? (Opine aqui)

Sarney determina o afastamento de diretores no Senado

Por Vitor Guttierrez (Brasil)

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), após uma onda de denúncias sobre irregularidades praticadas pela Casa, ordenou que todos os diretores do Senado colocassem seus cargos à disposição. A destituição, de acordo com a assessoria da Presidência da Casa, faz parte de uma reforma geral dos quadros da instituição.

Existem atualmente, 131 empregados que recebem salários de diretores no Senado, apesar de nem todos ocuparem de fato esse cargo. O motivo pelo qual alguns desses funcionários terem o cargo de diretor, foi um artifício das administrações anteriores para aumentar seus salários, segundo uma fonte da Casa.

Além dessas irregularidades,
foi denunciado também que esses diretores praticavam nepotismo, empregando parentes em empresas prestadoras de serviço para burlar a decisão do Superior Tribunal Federal (STF) que impede essa prática. Diante todo escândalo gerado no Senado, José Sarney desde que assumiu seu atual cargo, ainda não conseguiu colocar em pauta importantes matérias a serem votadas.

O Senador Demóstenes Torres (DEM-GO) aprovou as medidas tomadas pelo presidente do Senado, entendendo que a destituição foi determinada devido à grande pressão sofrida pelos escândalos que abalaram a Casa recentemente. "O presidente está pressionado pela opinião pública, mas deve estar impressionado pela quantidade de denúncias", afirmou.

De acordo com o próprio Sarney,
essa reforma não irá atingir a totalidade de funcionários que ocupam hoje os cargos de diretores no Senado.

"A redução pode ser de 50 por cento (de cargos na diretoria). Talvez essa redução possa ser ainda maior."

Em meio às denúncias, o presidente da Câmara, Michel Temer,
anunciou que as medidas provisórias (MPs) não vão trancar mais as votações em sessões extraordinárias. Perguntado sobre o assunto, José Sarney não precisou se apoiará a medida, alegando ainda não saber sobre os detalhes dessa ação.

Saiba Mais:

Enquete:

Você acha que o presidente do Senado, José Sarney(PMDB-AP), está certo em destituir os cargos de diretor? Vote aqui.

( ) Sim. Isso ajudará a manter a imagem do Senado.

( ) Não. Mesmo demitidos as irregularidades continuarão.

Fórum:

O que você acha sobre os recentes escândalos no Senado?Opine aqui.

Crise agita Senado Federal

Por Luciana Mangas (Brasil)

Foi anunciado em 18 de março que o Senado deveria cortar pelo menos metade da sua diretoria. Ao fazer um levantamento de seus funcionários, foi constatado que atualmente existem 181 diretorias, ou seja, mais de dois diretores para cada senador.

Tantas diretorias assim exigiam certa criatividade para delegar afazeres. Um exemplo disso é a diretoria de check in, que tem a responsabilidade “coordenação de apoio aeroportuário”. A maioria dos diretores chega a ganhar um salário de R$ 20 mil.

O presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP), prometeu um corte de "pelo menos 50%" no número de cargos de direção na Casa. Sarney também afirmou que vai reduzir os cargos em comissão e realizar uma profunda reestruturação administrativa. Confira a lista dos diretores afastados.

O líder do PSDB, Arthur Virgílio Neto (AM), afirmou que o Senado tem a obrigação de dar uma satisfação à sociedade. “Para mim é muito doloroso não estar discutindo a crise, porque um determinado diretor botou o filho em um apartamento [do Senado]. Não agüento mais essa agenda”, afirmou.

O Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva elogiou a posição de Sarney ao tomar a decisão pelos cortes. “Que bom que se tenha descoberto coisas no Senado e que esteja corrigindo. É isso para nós que importa”. Afirmou Lula.

Espera-se que a reestruturação da Casa termine em seis meses.

Saiba mais:

Enquete:

É possível que com esta limpeza na Casa, a corrupção no país diminua?

( ) Sim, este é o primeiro passo no caminho certo.

( ) Não, esta é só a ponta so iceberg e ainda tem muito a ser descoberto.

Fórum de discussão:

Como o Senado irá se recuperar de mais um escândalo? Opine.

Crise no Senado é agravada por excesso de diretorias

Por: Lívia Amaral (Brasil)

As ondas de denúncias que se instalaram no Senado desde a posse, em fevereiro, do atual presidente da Casa Legislativa, José Sarney (PMDB-AP), ganharam força com a revelação de que o Senado possui 181 diretores na área administrativa.

Em resposta a acusação e na tentativa de reverter o noticiário sobre as irregularidades no Senado, Sarney pediu a todos os diretores da Casa que colocassem seus cargos à disposição. Um dia após o pedido, o senador afirmou a intenção de reduzir pela metade o número de diretorias. O Senado assinou, ainda, um convênio com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para que seja realizada uma reestruturação administrativa na instituição.

Na sexta-feira (20), o primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), apresentou a lista dos 50 diretores que ocupavam cargos de direção ou funções de chefia da Casa afastados da função gratificada. (veja a lista) O senador também explicou que os nomes dos 50 exonerados foram decididos às pressas devido a pressões da imprensa.

- Na pressa, até para atender ao apelo de vocês, alguns nomes que foram retirados colocam em choque a continuidade administrativa, mas isso é um, dois ou três no máximo, que estão sendo examinados - disse Heráclito a jornalistas.

No entanto, pela terceira vez em uma semana, o diretor-geral do Senado, Alexandre Gazineo, anunciou um erro na informação e disse que apenas 38 dos 181 realmente exerciam funções de direção. O restante comandava subsecretarias e coordenações e somente recebiam o mesmo "título" de diretor.

- Estamos tentando definir qual a função de cada diretor, uma vez que alguns estão no cargo em virtude da função gratificada, mas não exercem qualquer função de direção - informou Gazineo.

Após a correção feita por Gazineo, o senador Heráclito Fortes afirmou que não vai baixar o número de 50, mas que "pode haver substituições".

O Senado já estuda uma forma de compensar, em parte, a extinção dos 50 cargos. A ideia é recriar uma "remuneração de chefia", que existia no passado e foi extinta na gestão do ex-diretor geral da Casa, Agaciel Maia, para dar lugar a quase duas centenas de secretarias e subsecretarias que abrigaram nos últimos anos as 181 pessoas com status de diretor. De menor valor, essa gratificação seria oferecida aos servidores que tiveram as diretorias extintas, mas que exercem, de fato, funções de chefia, coordenando equipes.

Com a promessa de corrigir os erros, o comando do Senado decidiu que, em 30 dias, as 38 diretorias de secretarias da Casa serão reduzidas para 20, ou até 14.

Saiba mais
Heráclito Fortes suspende construção de cela no Senado
Surgem novos casos de nepotismo disfarçados no Senado
MPF dá prazo de dez dias para Sarney prestar informações sobre horas extras

Enquete
Você acredita que o Senado vai afastar, realmente, aqueles que não estão aptos a ocupar cargos de diretores? Vote aqui:
( ) Sim. O Senado sofreu muitas acusações e agora vai ter atitudes corretas.
( ) Não. O Senado vai favorecer aqueles que possuem mais contatos e poder lá dentro.

Fórum
O que você acha da solução do Senado de recriar uma remuneração de chefia? Opine aqui:

Senado anuncia redução nas diretorias da Casa

Por: Carolina Estrella ( Brasil)

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), anunciou que deseja reduzir pela metade o número de cargos de direção na reestruturação administrativa que será promovida na Casa.


- Eu não tenho nenhuma aspiração política. Vou cumprir o último mandato da minha vida e irei fazer o que for necessário para o Senado, declarou Sarney.

A quantidade de diretores é tão grande que até a direção do Senado teve dificuldades em levantar o número exato. Há uma diretoria de check in, para facilitar o embarque dos senadores nos aeroportos; outra de visitação, para acompanhar a visita de turistas ao Senado; e ainda existe uma apenas para cuidar das comunicações por rádio em ondas curtas. Ao todo, como foi divulgado,
são 181 cargos de diretores.

Sarney afirmou que serão mantidos apenas os cargos “essenciais” e o restante será cortado. A casa legislativa espera reduzir cerca de 50% e a nomeação dos diretores se dará pelo “mérito”, mas ainda não se sabe como será feita a escolha. Depois da reforma, o Senado terá em média um administrador por senador.

A maioria dos diretores ganha em torno de R$ 20 mil, mas muitos, por serem funcionários antigos da Câmara legislativa recebem o teto de R$ 24,5 mil.

O presidente José Sarney negou que as medidas administrativas sejam uma reação às denúncias que tem sido feitas contra o Senado e considerou as mudanças uma "transparência".

- Aqui é mais fácil de verificar porque é uma casa transparente e uma casa menor. São só 81 senadores, então a vigilância é mais efetiva", afirmou Sarney.

Para auxiliar na organização das diretorias, o Senado assinou um convênio com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para que seja realizada uma reestruturação administrativa na instituição.


Saiba mais:

Entenda a crise dos gastos do Senado


Senado quer reduzir número de diretores para cerca de 20 em um mês

Senado exonera diretores de 'garagem' e 'check in'

Enquete:
Você acredita que com a redução do número de diretorias o problema dos altos gastos do Senado será resolvido?


( ) Sim. É um grande passo para a redução dos gastos públicos.


( ) Não. Ainda existem muitos mais cargos comissionados que são “cabides” de emprego, mesmo sendo legal.

Fórum : Qual a sua opinião sobre a redução de diretorias,tendo em vista que o próprio Presidente do Senado, José Sarney, criou 70% desses cargos no seu segundo mandato,entre 2003 e 2005?


Demissões anunciadas e não concretizadas

Por: Guilherme Santos (Brasil)

O primeiro secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), não anunciou a demissão de 18 diretores que estava prevista. Dos 181 vale ressaltar que alguns deles recebiam o salário sem exercer a função e que anteriormente já foram exonerados 50 desses supostos diretores. Agora, no prazo de um mês, à Casa pretende reduzir para 20 o número de diretores. Fazendo todas as exonerações previstas o Senado estaria economizando aproximadamente R$ 1 milhão por mês.

Por decisão da cúpula de parlamentares, será criada uma comissão de servidores que terá a missão de elaborar um plano para reduzir a estrutura da Casa em no máximo 30 dias. O salário médio no Senado é de 12 mil reais para funcionário com nível superior, todavia alguns funcionários recebem entre salários e gratificações aproximadamente 35 mil reais.

O Senado conta com 38 reais diretores. A intenção de todos os cortes, além da economia, é igualar o número de diretores no ano de 2001. Segundo o secretário haverá redução também nas subsecretarias e destaca que há "punição" aos exonerados, significa o enxugamento da máquina. Não havendo punição ao servidor.

Nas últimas semanas o Senado anunciou que haveria uma auditoria interna que cortaria pela metade o número de diretores. Na instituição há 181 parlamentares, chegando a 181 funcionários exercendo o cargo de diretor. Esse número é totalmente superior ao que foi apresentado em 2001. Atualmente o excesso de diretorias faz com que algumas funcionem no subsolo do Senado. Ao fundo se encontra o gabinete de Elias Lyra Brandão, diretor de Coordenação Administrativa de Residências, ou Coaro, que é popularmente conhecido como "diretor de garagem". A casa ainda teria uma diretoria no aeroporto de Brasília, a de Coordenação de Apoio Aeroportuário, ocupada por Francisco Carlos Melo Farias, mais conhecido como de check in”.

Com isso, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), anunciou o corte pela metade. Por ordem dele os diretores, secretários e subsecretários entregaram seus cargos.

- Amanhã (18/03) estou assinado uma proposta de reestruturação da Casa que será conduzida pela Fundação Getúlio Vargas. Por isso, estou pedindo que todos os diretores da Casa coloquem seus cargos à disposição para que possamos ter maior liberdade para fazer um balanço dos cargos que são efetivamente necessários e quais são dispensáveis - disse Sarney.


Saiba Mais

Sarney assina convênio com FGV e anuncia corte de 50% no número de diretores do Senado

Confira a lista dos 50 diretores afastados no Senado

Heráclito anuncia corte de 50 diretores no Senado

Enquete:

Você acha que o primeiro secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI) está demorando em anunciar a demissão dos diretores?

( ) SIM. Com essa demora os diretores que não deviam exercer a função estão recebendo e o governo continua com o alto custo desnecessário para os cargos.

( ) NÃO. Para a exoneração o secretário deve primeiro investigar minuciosamente cada cargo que cada um exercia para não haver erros.

Fórum:

Quem você acha que deveria ser responsabilizado pelo excesso de diretores no Senado?

Mais uma polêmica envolvendo o Senado: as diretorias remuneradas

Por: Felipe Rocha (Brasil)

O Senado Federal continua protagonizando uma série de denúncias desde a posse do presidente , José Sarney (PMDB-AP). A crise da vez começou com a descoberta de 181 cargos de diretoria na Casa, o equivalente a mais de dois para cada senador. Entre os cargos absurdos que vieram à tona estavam um "diretor de garagem" trabalhando no subsolo de um prédio de apartamentos funcionais, e um "diretor de check-in", no aeroporto de Brasília.

- É incompreensível que o Senado Federal tenha uma estrutura tão pesada, com tantos diretores, seguramente não são necessários - afirmou o senador Aloizio Mercadante (PT-SP).

Sarney prometeu uma mudança na estrutura da Casa, que já inclui uma auditoria administrativa feita pela Fundação Getúlio Vargas e o corte de mais da metade dos diretores. O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), assinou no dia 19 de março um ato que determinava a extinção de mais de 50 desses cargos. Além disso, o ato exige que a diretoria-geral apresente um plano de redução de adicional de cargos de direção.

A função desses diretores não ficou muito clara e gerou questionamentos por parte de alguns senadores. Eduardo Suplicy (PT-SP), por exemplo, chegou a irritar Heráclito ao perguntar o que fazem as pessoas que têm esses cargos. Ainda assim, o senador respondeu ao colega, confirmando a bagunça.

- Existem diretores efetivos e os diretores de fantasia, que não têm função específica nem estrutura administrativa em volta - admitiu Heráclito Fortes.

Não foi só Suplicy que questionou o tema. A discussão repercutiu em todo o Senado e muitos parlamentares reclamaram das denúncias contra o Senado. Jéferson Praia (PTD-AM) disse inclusive que os senadores não ganham muito, referindo-se ao salário líquido, que é de aproximadamente R$ 12 mil.

Outras denúncias também atingiram o Senado desde a posse do novo presidente, que afirmou que os problemas caíram em seu colo. A senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), filha de José Sarney, está sendo acusada de bancar uma viagem de parentes e amigos com a cota de passagens aéreas a que todo parlamentar tem direito. Apesar de a senadora dizer que a viagem foi a trabalho, ainda não conseguiu provar tal afirmação. Já o senador Tião Viana (PT-AC) emprestou o celular de uso exclusivo dos parlamentares para a filha realizar uma viagem ao México. O senador, entretanto, já admitiu o erro e diz já ter pago a conta.

Saiba Mais
Senado quer reduzir número de diretores para cerca de 20 em um mês
Mesmo com 100 taquígrafos, Senado terceiriza serviço
Senado substituirá 60 terceirizados até a próxima semana, diz Heráclito

Enquete
Você acredita nos esforços do presidente José Sarney para melhorar a imagem do Senado?
( ) Sim. Sarney parece disposto a melhorar a imagem da Casa.
( ) Não. Ele já foi presidente do Senado anteriormente e sua gestão não foi muito diferente da atual.

Fórum
Qual a sua opinião sobre os parlamentares, como o próprio Sarney, que conseguem eleger-se por outros estados que não o seu de origem? Opine aqui.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

FGV INICIA TRABALHOS PARA CONTER CRISE DO SENADO

Por: Ilana Senos (Brasil)

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) foi chamada pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) para tentar conter a crise administrativa que ocorre há um mês, na Casa. Em meio às diversas denúncias que atingiram a imagem do Senado, o presidente da Casa Legislativa, deu o prazo de trinta dias para que a Fundação conclua o estudo de remodelação administrativa.

Sarney ainda ouviu do presidente da FGV, Carlos Leal, que não basta a fundação preparar o estudo se não existir vontade política para implementar as medidas. “Irei fazer o que for necessário. A FGV tem carta branca”, alegou.

A crise ocorre desde o inicio de março e um levantamento feito no Senado apontou que havia 181 diretores , entre, diretorias, setores de “garagem” e “check in”, numa instituição com apenas 81 parlamentares. Além disso, teve pagamento de horas extras no recesso parlamentar. Após a divulgação desses números, o primeiro secretário do Senado, Heráclito Fontes ( DEM-PI), anunciou o corte de 50 diretores, estimando uma economia de R$ 400 mil mensais. O secretário determinou o corte pois afirmou que o crescimento do número de diretoria veio acontecendo ao longo dos últimos 12 anos.

O presidente do Senado, então, aceitou o pedido de demissão do diretor-geral da Casa, Agaciel Maia, após denúncias sobre a evolução de seu patrimônio de, aproximadamente, R$ 5 milhões, em Brasília. Além dele, também foi demitido o diretor de Recursos Humanos do Senado, João Carlos Zoghbi. Ele repassou a seus filhos um apartamento funcional que recebeu do Senado para sua própria moradia.

Em nova versão sobre o enigmático organograma, o Senado não tem mais 181 diretorias. Agora são 38 secretários com status de diretor, além de cinco cargos da cúpula administrativa da Casa. O restante, 138 cargos, são mesmo de “diretorias de fantasia”, conforme definiu Heráclito Fortes. Porém, a intenção da Casa é reduzir até para 20 o número de diretores em um prazo de um mês. Além disso, sessenta concursados do Senado serão chamados para substituir os terceirizados afastados.

Só com a diminuição de diretorias e com a reformulação no esquema de funcionários é que geraria, de acordo com o primeiro-secretário, uma economia mensal de R$ 1 milhão de reais. Afinal, a instituição gasta R$ 2,2 bilhões de reais com o pessoal, incluindo os inativos.

Entretanto, para o senador Aluizio Mercadante (PT-SP) as novas medidas não resolverão o problema da falta de transparência na Casa. “É duro saber exatamente as informações aqui”, afirmou o senador.

SAIBA MAIS:


Câmara e senado tem gastos elevados com saúde doa parlamentares

Senado empresta apartamentos funcionais a juízes, desembargadores e ministros de tribunais superiores

Sarney é festejado no Amapá e promete levar obras federais

ENQUETE:

Com o corte das diretorias do Senado, você acha que os problemas irão diminuir?

( )Sim. Com menos gente trabalhando, o trabalho será mais correto, havendo menos problemas.

( )Não.Mesmo com a diminuição de diretores, os problemas continuarão e logo voltará a ter mais diretores desnecessários.


FÓRUM:

Se você pudesse ficar um mês no lugar do presidente do Senado, José Sarney, qual seriam suas medidas para melhorar a Casa Legislativa? Opine aqui.



quarta-feira, 1 de abril de 2009

Por: Tathiana Xavier (Brasil)


ESCÂNDALO DAS DIRETORIAS REMUNERADAS CAUSA CRISE NO SENADO

Desde o início do mês de março, uma série de denúncias fez o Senado cair numa crise administrativa. Isto é o resultado de um efeito dominó instalado na Casa a começar pelas demissões do diretor-geral Agaciel Maia . Dez dias depois, foi a vez de João Carlos Zoghbi deixar a Diretoria de Recursos Humanos do Senado.


Em seguida o Presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pediu que "todos os diretores da Casa" colocassem seus postos à disposição. A decisão trouxe à tona a informação de que o Senado abrigava mais de uma centena de diretores.
Foi então que se descobriu que havia 181 diretores no Senado. A maioria ocupando funções de pouca relevância para o funcionamento da Casa.


Há casos como diretores de Relações Internacionais que são chefes de si próprios, já que não possuem subordinados. Existem ainda funções sobrepostas como o diretor de jornalismo eletrônico e o da Agência Senado.

Pela terceira vez em uma semana, o Senado reviu o número de diretores que mantém na Casa - disse agora que são apenas 38, e não 181, e que vai reduzir esse número para 20. A direção do Senado ainda não deixou claro o total de servidores que irá perder o adicional de diretorias de segundo escalão.


O diretor-geral do Senado, Alexandre Gazineo, disse que a Casa errou ao informar inicialmente que possuía 181 diretores. Segundo ele, havia cargos que tinham a denominação de "diretor", mas na verdade se caracterizam como postos de "assessoramento superior”.

Segundo o primeiro-secretário, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), “o Senado está trabalhando com a tentativa de reduzir esse número (20) para 14 ou 16. E estamos colocando esse número aqui para ter um pouco de segurança”, completou Heráclito, que reconheceu estar tomando medidas sob pressão.

A proliferação das diretorias do Senado e seus anexos com salários elevados se deram, sobretudo, quando o senador assumiu a presidência pela segunda vez.

A jornalista Rosa Costa do Estado de São Paulo descobriu que foi o senador do PMDB pelo Amapá quem criou pelo menos 70% das diretorias escandalosas. A grande maioria gerada no seu segundo mandato, entre 2003 e 2005, quando foi Presidente da Casa.

Diante dos constantes escândalos envolvendo a área administrativa da Casa, Sarney será firme e rigoroso com as decisões no Senado e decidiu extinguir 50% das diretorias criadas.



SAIBA MAIS:

MPF dá prazo de dez dias para Sarney prestar informações sobre horas extras.

Após denúncia, Sarney pede que diretores do Senado coloquem cargos à disposição.

Com 181 diretores, Senado "descobre" ter mais de dois diretores para cada senador.



ENQUETE:

Mesmo com a redução das diretorias no Senado, você acha que a Casa criará novos cargos para empregá-los?


( ) Sim. Eles serão remanejados para outros cargos fictícios e continuarão ganhando muito dinheiro.

( ) Não. Eles realmente deixarão seus cargos e irão trabalhar em funções já existentes no Senado.



FÓRUM:

Privilégio dos bacharéis e religiosos, a cela especial, caminha para a extinção. Porém, o privilégio permanece para políticos e autoridades. O que você acha disso? Comente.